Na segunda feira, dia 17/10/2011, fui ao Teatro Dias Gomes a convite de uma ex-colega de trabalho para prestigia-la no espetáculo NOTURNO. A peça foi escrita por Oswaldo Montenegro e dirigida e interpretada pelo seu irmão Deto Montenegro desde 1991. Todos estes anos o espetáculo nunca teve o mesmo elenco.
O espetáculo começa com Deto fazendo um agradecimento ao público e informando que os interessados deveriam se arriscar nas audições para o espetáculo do ano que vem. Muito bacana este incentivo aos amantes do teatro que não têm o interesse de tornarem-se atores profissionais.
O espetáculo em sí é indescritível. é preciso ver para sentir a sua essência. É de fato tocante. é um espetáculo que fala das figuras da noite da cidade de São Paulo. Atores com poucas falas, um elenco de uns 40 atores que compõem um coro que auxilia uma banda EXCELENTE e cantores de uma qualidade EXCEPCIONAL.
O que me impressionou foi a criatividade com o jogo de luzes. É riquíssima a qualidade dos efeitos que, teoricamente, são simples. A utilização de black-outs e focos, enfatizam e ditam a atmosfera da peça.
Como disse, é preciso ver pra sentir. Muito bom mesmo.
Wednesday, October 19, 2011
Aula 11 - 15/10/2011
Começamos a aula deste sábado com mais um enígma do nosso mestre Felipe.
O que é o amor?
Prece fácil mas é difícil responder esta pergunta. Pra mim o amor é a força que te move para estar com alguém ou fazendo algo, é a força que te leva a encontrar prazer/satifação em coisas que só você entende.
Percebi que esta era a MINHA definição, e que para cada indivíduo na sala a definição era diferente. Logo, amor não é descritível, sabemos ou não se estamos sentindo. (conclusão pessoal)
No entanto, existe algo que nos atrapalha ïdentificar o amor... a paixão. As vezes achamos que amamos algo, mas só sentimos paixão por aquilo. Paixão passa rápido.
Esta pergunta, "O que é o Amor?", foi ao meu ver, um simples apelo do nosso dedicado formador. Uma forma de nos fazer refletir sobre o que realmente sentimos pelo teatro. Pois o amor nos move a fazer o que é bom e o que é ruim nas circunstâncias, sem perder o sentido. Em outras palavras, se amamos o teatro temos que estar dispostos á fazer tudo pelo teatro. Caso ainda não estejamos assim, então devemos repensar nosso sentimento.
Minha reflexão sobre o o Felipe nos disse é de que eu sinto que amo o Teatro, mas posso ainda estar só apaixonado. Adoro estar ali, fazendo, trabalhando, criando, e adoro filosofar sobre isto. Ao mesmo tempo, procuro a essência do que faço e tento me afastar do que é estético. Mas não sei qual o meu limite em relação a algumas coisas, como por exemplo a exposição dos atores do Teatro Oficina ou o desprendimento econômico que é quase que necessário num dado momento. Não sei se me conseguiria me expor daquela maneira (apesar do episódio da nudez haha), ou se conseguiria algum dia "desencanar" das minhas fontes de renda e me dedicar somente á arte...
Se o fato de ter limites me torna um "não amante" do teatro, então acredito que ainda não tenha encontrado o amor por esta atividade. Caso estes não sejam parâmetros, acredito amar o que faço.
Na aula de sábado fomos desafiados a nos questionar, a olharmos para dentro de nós mesmos... e olhar para dentro de sí é a forma que o homem grego encontrou para evoluir... vem funcionando á séculos. :]
EVOÉ
O que é o amor?
Prece fácil mas é difícil responder esta pergunta. Pra mim o amor é a força que te move para estar com alguém ou fazendo algo, é a força que te leva a encontrar prazer/satifação em coisas que só você entende.
Percebi que esta era a MINHA definição, e que para cada indivíduo na sala a definição era diferente. Logo, amor não é descritível, sabemos ou não se estamos sentindo. (conclusão pessoal)
No entanto, existe algo que nos atrapalha ïdentificar o amor... a paixão. As vezes achamos que amamos algo, mas só sentimos paixão por aquilo. Paixão passa rápido.
Esta pergunta, "O que é o Amor?", foi ao meu ver, um simples apelo do nosso dedicado formador. Uma forma de nos fazer refletir sobre o que realmente sentimos pelo teatro. Pois o amor nos move a fazer o que é bom e o que é ruim nas circunstâncias, sem perder o sentido. Em outras palavras, se amamos o teatro temos que estar dispostos á fazer tudo pelo teatro. Caso ainda não estejamos assim, então devemos repensar nosso sentimento.
Minha reflexão sobre o o Felipe nos disse é de que eu sinto que amo o Teatro, mas posso ainda estar só apaixonado. Adoro estar ali, fazendo, trabalhando, criando, e adoro filosofar sobre isto. Ao mesmo tempo, procuro a essência do que faço e tento me afastar do que é estético. Mas não sei qual o meu limite em relação a algumas coisas, como por exemplo a exposição dos atores do Teatro Oficina ou o desprendimento econômico que é quase que necessário num dado momento. Não sei se me conseguiria me expor daquela maneira (apesar do episódio da nudez haha), ou se conseguiria algum dia "desencanar" das minhas fontes de renda e me dedicar somente á arte...
Se o fato de ter limites me torna um "não amante" do teatro, então acredito que ainda não tenha encontrado o amor por esta atividade. Caso estes não sejam parâmetros, acredito amar o que faço.
Na aula de sábado fomos desafiados a nos questionar, a olharmos para dentro de nós mesmos... e olhar para dentro de sí é a forma que o homem grego encontrou para evoluir... vem funcionando á séculos. :]
EVOÉ
RELAÇÃO DA AULA DE HISTÓRIA DA ARTE COM OUTRAS MATÉRIAS DO CURSO.
A relação das Aulas de História da Arte com as outras matérias do curso de teatro é, como eu gosto de chamar, direta e indiretamente boa.
Quando relacionada ao curso de expressão corporal, não vejo absolutamente nenhuma relação direta entre as competências. Acredito que a relação indireta, neste caso, seja apropriada. Sendo parte de nosso trabalho como atores analisar o passado de um personagem (daí a influência e importância do contexto histórico no trabalho do ator), encaixa-se na definição de "passado" o modo como o personagem se apresenta físicamente. Resumindo, o histórico do personagem define o que ele é no momento que a história é contada. Sua forma de se expressar físicamente também está dentro deste histórico.
Já na montagem da peça, as aulas de história da arte são diretamente ligadas ao processo de criação. Como já mencionei acima, é preciso que nós, atores, olhemos para o passado de quem pretendemos ser. Mas em nosso caminho de formação, temos que estar cientes não só do passado do personagem em sí, mas no passado deste novo mundo que estamos desbravando. Não podemos nos aprofundar em um texto sem saber quando começaram os textos daquele gênero teatral. Por mais que nos dediquemos á atuação, sempre sentiremos a falta do "como chegou este tipo de texto na minha mão?" ou "porque é que nesse gênero, espera-se isso da montagem, não aquilo?".
Se dedicar a apresentar um texto de Teatro sem saber a história do Teatro, é como ser órfão, constituir uma família e nunca se indagar de onde veio. Você criou algo do qual não se tem referências passadas. Uma tarefa que pode ser bem sucedida, mas que sempre carregará consigo um ponto de interrogação.
Tenho sentido que me interesso mais por teatro á medida que conheço mais a sua história. Identifico-me com os pais do teatro pois eles, assim como eu, um dia pararam e olharam pra dentro de sí mesmos á procura de algo que realmente os fizesse feliz. é assim que me sinto em relação ao teatro. Meu indicador de tudo isso é o fato de me trancar com um grupo de pessoas por incontaveis horas dentro de uma sala, fazendo a mesma atividade (interpretar uma história), nunca me cansar disso e parecer que nunca foi o suficiente. Os pais do teatro se deram ao trabalho de criar e racionalizar o que fazemos hoje, mas compatilhamos a mesma paixão.
Teatro sem história não seria nada.
EVOÉ
Quando relacionada ao curso de expressão corporal, não vejo absolutamente nenhuma relação direta entre as competências. Acredito que a relação indireta, neste caso, seja apropriada. Sendo parte de nosso trabalho como atores analisar o passado de um personagem (daí a influência e importância do contexto histórico no trabalho do ator), encaixa-se na definição de "passado" o modo como o personagem se apresenta físicamente. Resumindo, o histórico do personagem define o que ele é no momento que a história é contada. Sua forma de se expressar físicamente também está dentro deste histórico.
Já na montagem da peça, as aulas de história da arte são diretamente ligadas ao processo de criação. Como já mencionei acima, é preciso que nós, atores, olhemos para o passado de quem pretendemos ser. Mas em nosso caminho de formação, temos que estar cientes não só do passado do personagem em sí, mas no passado deste novo mundo que estamos desbravando. Não podemos nos aprofundar em um texto sem saber quando começaram os textos daquele gênero teatral. Por mais que nos dediquemos á atuação, sempre sentiremos a falta do "como chegou este tipo de texto na minha mão?" ou "porque é que nesse gênero, espera-se isso da montagem, não aquilo?".
Se dedicar a apresentar um texto de Teatro sem saber a história do Teatro, é como ser órfão, constituir uma família e nunca se indagar de onde veio. Você criou algo do qual não se tem referências passadas. Uma tarefa que pode ser bem sucedida, mas que sempre carregará consigo um ponto de interrogação.
Tenho sentido que me interesso mais por teatro á medida que conheço mais a sua história. Identifico-me com os pais do teatro pois eles, assim como eu, um dia pararam e olharam pra dentro de sí mesmos á procura de algo que realmente os fizesse feliz. é assim que me sinto em relação ao teatro. Meu indicador de tudo isso é o fato de me trancar com um grupo de pessoas por incontaveis horas dentro de uma sala, fazendo a mesma atividade (interpretar uma história), nunca me cansar disso e parecer que nunca foi o suficiente. Os pais do teatro se deram ao trabalho de criar e racionalizar o que fazemos hoje, mas compatilhamos a mesma paixão.
Teatro sem história não seria nada.
EVOÉ
Friday, October 14, 2011
Aula 10 - 08/10/2011
Nosso último encontro começou com um papo sobre o espetáculo "Sobre meninos, mendigos e Poetas" dirigido pelo nosso Professor de História da Arte Felipe de Menezes. Infelizmente não participei ativamente da discussão pois não encontrei o Teatro onde fora apresentada a peça e não cheguei a tempo de prestigiar o trabalho de um de nossos mestres. Adorei saber que a peça era um retrato dos acontecimentos e da história do Grupo Forfé e da Arte no Brasil. Pelo que os meus colegas de sala comentaram, não fui á uma excelente peça.
Após esta conversa, discutimos sobre as pesquisas da comédia Dell´Arte. Meu amigo Batatinha e eu falamos sobre o contexto histórico do gênero. Comentamos que não existem textos de comédia Dell´Arte pois não havia falas nem enredo, os atores simplesmente determinavam um objetivo para as cenas e improvisavam tudo. A Comédia Dell´Arte tratava de temas corriqueiros e recentes, e era uma arte de rua, para todos. Fomos apresentados também às máscaras da Comédia Dell´Arte. Roberto e Wagner pesquisaram as máscaras utilizadas pelos diversos tipos (não personagens) que compõem o gênero. As características são bem definidas e sempre mantidas para os tipos. Isabel e Fran nos contaram sobre a peça " Arlequim, servidor de dois amos" que trata da história de uma moça que tem seu irmão assassinado pelo homem que ama. Uma espécie de tragicomédia, onde o Arlequim tenta mediar as circunstâncias para poder ser pago duas vezes, e acaba envolvendo todos em problemas engraçados.
Por hoje é só... um resumo bem resumido do nosso último encontro.
EVOÉ
Após esta conversa, discutimos sobre as pesquisas da comédia Dell´Arte. Meu amigo Batatinha e eu falamos sobre o contexto histórico do gênero. Comentamos que não existem textos de comédia Dell´Arte pois não havia falas nem enredo, os atores simplesmente determinavam um objetivo para as cenas e improvisavam tudo. A Comédia Dell´Arte tratava de temas corriqueiros e recentes, e era uma arte de rua, para todos. Fomos apresentados também às máscaras da Comédia Dell´Arte. Roberto e Wagner pesquisaram as máscaras utilizadas pelos diversos tipos (não personagens) que compõem o gênero. As características são bem definidas e sempre mantidas para os tipos. Isabel e Fran nos contaram sobre a peça " Arlequim, servidor de dois amos" que trata da história de uma moça que tem seu irmão assassinado pelo homem que ama. Uma espécie de tragicomédia, onde o Arlequim tenta mediar as circunstâncias para poder ser pago duas vezes, e acaba envolvendo todos em problemas engraçados.
Por hoje é só... um resumo bem resumido do nosso último encontro.
EVOÉ
Saturday, October 8, 2011
Aula 9 - 01/10/2011
Discutimos nossas impressões sobre o espetáculo que fomos assistir chamado "45 minutos". Cheguei á conclusão de que estive diante de um excelente ator (Caco Ciocler) mas que não me identifiquei com o texto por não olhar mais á fundo o que angustiava o personagem. Na verdade, as indagações do personagem sobre o porque que era a função dele entreter as pessoas e o que ele ganhava em troca, era a do ator do teatro moderno onde não existem mais personagens nem a separação do público e dos atores,. o espetáculo moderno não tem mais formato, tem sim idéias que serão passadas. Bem diferente.
Nos foi solicitada uma pesquisa sobre a COMÉDIA DELL ´ARTE para a próxima aula.
EVOÉ
Nos foi solicitada uma pesquisa sobre a COMÉDIA DELL ´ARTE para a próxima aula.
EVOÉ
Aula 8 - 24/09/2011
Continuamos aprendendo sobre a comédia. Aprendemos sobre as DIONISÍACAS, uma espécie de procições onde uma trupe de atores caracterizados entoavam coros alegres e festivos em homenagem a Pã e Baco (Dionísio). Nessa época, o homem grego começou a olhar para si mesmo e rir de sí próprio. Algo cativante do aprendizado sobre sí mesmo que os gregos faziam constantemente.
Nos foi solicitado também que lêssemos a peça LISÍSTRATA, de ARISTÓFANES. O texto possui a estrutura da comédia Grega, onde em uma cena expositiva o conflito é trazido à tona, existem os párodos (conflito entre os coros) que ocorre no início. Origina-se então um Agon (disputa) durante a história, que evolui para uma parábase e culmina no êxodo (parte final da peça).
Tivemos uma aula bem teórica, onde não discutimos muitas coisas, até porque era a nossa hora de ouvir mais do que falar. haha
EVOÉ
Nos foi solicitado também que lêssemos a peça LISÍSTRATA, de ARISTÓFANES. O texto possui a estrutura da comédia Grega, onde em uma cena expositiva o conflito é trazido à tona, existem os párodos (conflito entre os coros) que ocorre no início. Origina-se então um Agon (disputa) durante a história, que evolui para uma parábase e culmina no êxodo (parte final da peça).
Tivemos uma aula bem teórica, onde não discutimos muitas coisas, até porque era a nossa hora de ouvir mais do que falar. haha
EVOÉ
Aula 7 - 17/09/2011
Nesta aula começamos a estudar a comédia. Fomos perguntados sobre o que nos fazia rir! Novamente... pergunta simples, resposta complexa (pensei). Para mim, coisas absurdas, extremas, humor ácido, rápido... é engraçado, mas para muitas pessoas não. E o que elas gostam, talvez não me faça rir... enfim, notei no ato de formular minha resposta que a pergunta era complexa por natureza!
Partimos então para a teoria da discussão. A comédia precisa de um plano teleológico (objetivo, intuito) para ser eficiente. Para causar o riso, é necessário o nexo causau, onde o expectador vai entender todo o contexto da circunstância para assim encontrar o humor nas ações dos personagens.
Uma "regra" imprescindível é que para que haja o elemento cômico, a PIEDADE não pode existir. Como o ser humano só ri do que é humano, se tivermos dó ou piedade dos envolvidos na comédia, o elemento cômico não estará mais presente.
Papo sério pra uma aula sobre comédia né?!
Outra coisa que achei interessantíssima foi o fato de que o homem, para promover o cômico, utiliza também a ANTROPOMORFIA (tranformação do que não é humano em humano). Encontramos esse tipo de humor em desenhos animados, por exemplo, onde animais, e coisas tomam vida, causando assim o efeito cômico no expectador.
EVOÉ.
Partimos então para a teoria da discussão. A comédia precisa de um plano teleológico (objetivo, intuito) para ser eficiente. Para causar o riso, é necessário o nexo causau, onde o expectador vai entender todo o contexto da circunstância para assim encontrar o humor nas ações dos personagens.
Uma "regra" imprescindível é que para que haja o elemento cômico, a PIEDADE não pode existir. Como o ser humano só ri do que é humano, se tivermos dó ou piedade dos envolvidos na comédia, o elemento cômico não estará mais presente.
Papo sério pra uma aula sobre comédia né?!
Outra coisa que achei interessantíssima foi o fato de que o homem, para promover o cômico, utiliza também a ANTROPOMORFIA (tranformação do que não é humano em humano). Encontramos esse tipo de humor em desenhos animados, por exemplo, onde animais, e coisas tomam vida, causando assim o efeito cômico no expectador.
EVOÉ.
Aula 6 - 10/09/2011
Nesta aula discutimos um paralelo entre as tragédias clássica e moderna. A tragédia clássica era composta de alguns elementos cruciais e baseada na mitologia. Existia o ideal do herói trágico, unidades de tempo definidas, o coro, mito narrativo, protagonista, antagonista... enfim vários elementos moldavam a história a ser contada.
Já a Tragédia Moderna, é baseada quase que exclusivamente na imagem. Os mitos contemporâneos são fortalecidos por imagens que comprovam sua existência. Esta mitologia imagética da vida a mitos que, direta ou indiretamente, contribuem para o capitalismo. Os mitos de hoje têm seus feitos ligados á uma imagem clara, definida, que posteriormente pode ser comercializada. Nosso grande professor Felipe nos deu o mais fiel dos exemplos de tal tragédia moderna: Che Guevara. O guerrilheiro teve sua imagem vinculada ao movimento socialista, e as pessoas que hoje acreditam neste movimento, compram e divulgam a imagem , contribuindo assim pro capitalismo, exatamente o oposto do que Che idealizava.
Ao que posso concluir, a tragédia moderna tornou-se mais um veículo do merchandising simbológico, onde uma imagem trás uma sub-Idea e uma indústria inteira consigo. Ao meu ver, algo trágico (aliás, é a única coisa que a tragédia moderna compartilha com a tragédia clássica, o acontecimento trágico!) pois o intuito de vender, sobrepôs-se ao intuito de entreter e educar.
Já a Tragédia Moderna, é baseada quase que exclusivamente na imagem. Os mitos contemporâneos são fortalecidos por imagens que comprovam sua existência. Esta mitologia imagética da vida a mitos que, direta ou indiretamente, contribuem para o capitalismo. Os mitos de hoje têm seus feitos ligados á uma imagem clara, definida, que posteriormente pode ser comercializada. Nosso grande professor Felipe nos deu o mais fiel dos exemplos de tal tragédia moderna: Che Guevara. O guerrilheiro teve sua imagem vinculada ao movimento socialista, e as pessoas que hoje acreditam neste movimento, compram e divulgam a imagem , contribuindo assim pro capitalismo, exatamente o oposto do que Che idealizava.
Ao que posso concluir, a tragédia moderna tornou-se mais um veículo do merchandising simbológico, onde uma imagem trás uma sub-Idea e uma indústria inteira consigo. Ao meu ver, algo trágico (aliás, é a única coisa que a tragédia moderna compartilha com a tragédia clássica, o acontecimento trágico!) pois o intuito de vender, sobrepôs-se ao intuito de entreter e educar.
Friday, October 7, 2011
Aula 5 - 03/09/2011
Aprendemos nesta aula sobre os mais importantes tragediólogos gregos. Começamos na verdade com um assunto de onde surgiram as explicações para tudo... e logo chegamos ao consenso de que surgiu da vontade do homem de saber de onde surgiam as coisas. Assim, como não podiam explicar tudo, os gregos "inventaram" a genealogia. Para enriquecer o estudo do surgimento das coisas, os gregos aliaram às explicações genealócicas a MITOLOGIA. Histórias que continham a verdade de um povo e que falavam sobre a criação do mundo.Não eram nem lenda, nem conto, nem fantasia, nem fábula... era uma história com uma lição a ser ensinada ou um exemplo a ser seguido. O mais importante, era que o MITO era o ingrediente principal de todas as tragédias gregas.
Os principais tragediólogos gregos (Ésquilo, Sófocles e Eurípedes) tinham algumas características marcantes, e que eram sempre relacionadas ao controle dos Deuses sobre o homem e à habilidade humana de tomar decisões. A presença ou não dos Deuses na história e a discussão de sentimentos humanos nas tragédias mostravam a grande diferença entre um autor e outro.
Muito interessante aprender sobre a estrutura de uma tragédia e sobre as pequenas características que cada autor trazia para sua obra.
EVOÉ.
Aula 4 - 27/08/2011
Hoje aprendemos sobre a composição da Tragédia!
Ao contrário do que muitos pensam, para que uma Tragédia seja encenada, nem sempre é preciso que algo triste aconteça. Para que a Tragédia ocorra, basta criar-se a imagem de um Herói.
Um Herói não é uma pessoa qualquer, o Herói Trágico possui Metron, Hybris (orgulho). O Herói é a figura humana representada como um contraposto do sistema, que vai contra o modo operante, que extrapola a medida humana; e em decorrência disso, sofre algo trágico.
Como acredito em destino (não exatamente como os gregos acreditavam), acho o máximo que os homens gregos também já acreditavam que a pessoa nasce e que certos fatos da vida dela já estão escritos, e que a pessoa não pode mudar.
Outro fato que aprendemos é que Trágico nem sempre significa triste. E que em Tragédias Gregas, a vida das pessoas transita da boa vida para o infortúnio, nunca ao contrário.
Estudamos nesta aula, as unidades que definem a Tragédia: o tempo, o lugar e a ação. Em uma tragédia grega, existem convenções que para a criação do texto trágico. Características principais são: a duração do acontecimento precisa ser no período do nascer ao por do sol, os acontecimentos acontecem em um único cenário, sempre uma seqüencia de ações contínua.
Duas coisas que me impressionaram muito saber foram, primeiro, que as tragédias gregas proporcionavam a CATARSE (fenômeno coletivo onde basicamente a mesma emoção é compartilhada por muitas pessoas diante do mesmo evento) e segundo que o teatro grego não era apenas entretenimento, mas também educativo. Uma forma de manter a vida em sociedade estável, e de fazer o homem enxergar além do cotidiano.
EVOÉ... aff, falei demais nesse post.
Ao contrário do que muitos pensam, para que uma Tragédia seja encenada, nem sempre é preciso que algo triste aconteça. Para que a Tragédia ocorra, basta criar-se a imagem de um Herói.
Um Herói não é uma pessoa qualquer, o Herói Trágico possui Metron, Hybris (orgulho). O Herói é a figura humana representada como um contraposto do sistema, que vai contra o modo operante, que extrapola a medida humana; e em decorrência disso, sofre algo trágico.
Como acredito em destino (não exatamente como os gregos acreditavam), acho o máximo que os homens gregos também já acreditavam que a pessoa nasce e que certos fatos da vida dela já estão escritos, e que a pessoa não pode mudar.
Outro fato que aprendemos é que Trágico nem sempre significa triste. E que em Tragédias Gregas, a vida das pessoas transita da boa vida para o infortúnio, nunca ao contrário.
Estudamos nesta aula, as unidades que definem a Tragédia: o tempo, o lugar e a ação. Em uma tragédia grega, existem convenções que para a criação do texto trágico. Características principais são: a duração do acontecimento precisa ser no período do nascer ao por do sol, os acontecimentos acontecem em um único cenário, sempre uma seqüencia de ações contínua.
Duas coisas que me impressionaram muito saber foram, primeiro, que as tragédias gregas proporcionavam a CATARSE (fenômeno coletivo onde basicamente a mesma emoção é compartilhada por muitas pessoas diante do mesmo evento) e segundo que o teatro grego não era apenas entretenimento, mas também educativo. Uma forma de manter a vida em sociedade estável, e de fazer o homem enxergar além do cotidiano.
EVOÉ... aff, falei demais nesse post.
Saturday, October 1, 2011
Aula 3 - 20/08/2011
Hoje aprendemos sobre os Gêneros Literários, e a primeira coisa que eu acredito se importante para entender os gêneros é que NÃO EXISTE GÊNERO PURO. Todos uma hora fundem-se. Lembrem disso depois de ler o post! haha
Ok, os Gêneros Literários sugiram de uma necessidade basicamente humana: Classificar coisas. Classificar Gêneros Literários nos ajuda a entender, analisar e comparar textos escritos de uma mesma maneira; seguindo uma mesma norma ou formato.
Os Gêneros são divididos em três: LIRICO, ÉPICO e DRAMÁTICO.
Aqui vai uma breve explicação das características de cada gênero.
LÍRICO- Na sua forma, é composto de versos. Tem cunho subjetivo (aberto à interpretações), possui um eu-lírico poético onde não é claro quem é o narrador. Pode ser escrito na forma de canções, rimas, poesia, poemas, hinos, odes, cantigas e trovas.
ÉPICO- Narração em primeira e terceira pessoa (simples assim).
DRAMÁTICO- Basicamente tudo que se refere à peças de teatro (personagens, diálogo, rúbrica, ação, tempo definido, espaço definido), texto objetivo e se materializa em peças (cômica, trágica,tragicomédias, drama... etc).
E mais um dos enigmas do Professor Felipe foi lançado nesta aula: O que é o Teatro como literatura?
Resposta: O que é escrito! Tudo quanto é peça passada pro papel, é a literatura do Teatro.
Esta aula também foi marcada pela discussão de como as pessoas associam DRAMA com tristeza. Nos foi explicado que Drama pode ser relacionado à tristeza como sub-gênero literário, mas que tem o significado histórico de AÇÃO e o significado etimológico de TEATRO.
Aula cheia de conteúdo, me fez refletir muito sobre o quão complexa é a arte de representar. Atuar pura e simplesmente precisa do apoio da preparação literária. O ator necessita estudar.
EVOÉ
Ok, os Gêneros Literários sugiram de uma necessidade basicamente humana: Classificar coisas. Classificar Gêneros Literários nos ajuda a entender, analisar e comparar textos escritos de uma mesma maneira; seguindo uma mesma norma ou formato.
Os Gêneros são divididos em três: LIRICO, ÉPICO e DRAMÁTICO.
Aqui vai uma breve explicação das características de cada gênero.
LÍRICO- Na sua forma, é composto de versos. Tem cunho subjetivo (aberto à interpretações), possui um eu-lírico poético onde não é claro quem é o narrador. Pode ser escrito na forma de canções, rimas, poesia, poemas, hinos, odes, cantigas e trovas.
ÉPICO- Narração em primeira e terceira pessoa (simples assim).
DRAMÁTICO- Basicamente tudo que se refere à peças de teatro (personagens, diálogo, rúbrica, ação, tempo definido, espaço definido), texto objetivo e se materializa em peças (cômica, trágica,tragicomédias, drama... etc).
E mais um dos enigmas do Professor Felipe foi lançado nesta aula: O que é o Teatro como literatura?
Resposta: O que é escrito! Tudo quanto é peça passada pro papel, é a literatura do Teatro.
Esta aula também foi marcada pela discussão de como as pessoas associam DRAMA com tristeza. Nos foi explicado que Drama pode ser relacionado à tristeza como sub-gênero literário, mas que tem o significado histórico de AÇÃO e o significado etimológico de TEATRO.
Aula cheia de conteúdo, me fez refletir muito sobre o quão complexa é a arte de representar. Atuar pura e simplesmente precisa do apoio da preparação literária. O ator necessita estudar.
EVOÉ
Aula 2 - 13/08/2011
Começamos a aula com a pergunta: Oque é teatro? O teatro é composto pelo espaço (físico) e a representação (fenômeno artístico). Logo, o que é preciso para se ter teatro? O ator e o espaço!
Aprendemos hoje sobre o nascimento do teatro. O teatro nasceu da religião (do culto aos deuses). Já os Deuses, nascem do interesse, da curiosidade e do temor do homem. O homem criava divindades para explicar o que não era "lógico". Divino é algo que não vejo, não toco.
Achei interessante a colocação do nosso professor em dizer que: O homem cria Deus para atraí-lo a seu favor!
é interessante analisar como os Deuses eram parecidos com o homem grego, como tinham sentimentos e ações humanas. A criação de Deuses dessa maneira, ao meu ver, é uma forma do homem justificar as ações/sentimentos... se até o Deuses sentem e agem assim, porque não eu?
Aprendemos na aula de hoje alguns fatos interessantes também:
- Primeiro Ator da História do Teatro: TESPES. O mesmo, em estado embriagado, levanta-se e diz" Eu sou Dionísio".
- A palavra TRAGÉDIA, traduzida ao pé da letra significa "O canto do bode" pois TRAGOS = Bode em grego e ODE = Canto em grego. Tragoédia tornou-se Tragédia. ;)
-Segundo a mitologia grega, o vinho foi criado por BACO (ou Dionísio), que espremeu uvas dentro de um copo e bebeu o seu néctar.
- BACANTES eram as mulheres que seguiam BACO, e que faziam BACANAIS, que consistiam em embriagar-se de vinho e entrar em ÊXTASE.
Fatos interessantíssimos. A mitologia grega é cativante e impressiona o fato de tudo ter uma explicação mística. Mostra o quanto o homem grego era preocupado em entender a sí mesmo. Por mais que fantasiosas e primárias fossem as explicações mitológicas, elas moldaram a cultura ocidental. IMPRESSIONANTE!
EVOÉ
Aprendemos hoje sobre o nascimento do teatro. O teatro nasceu da religião (do culto aos deuses). Já os Deuses, nascem do interesse, da curiosidade e do temor do homem. O homem criava divindades para explicar o que não era "lógico". Divino é algo que não vejo, não toco.
Achei interessante a colocação do nosso professor em dizer que: O homem cria Deus para atraí-lo a seu favor!
é interessante analisar como os Deuses eram parecidos com o homem grego, como tinham sentimentos e ações humanas. A criação de Deuses dessa maneira, ao meu ver, é uma forma do homem justificar as ações/sentimentos... se até o Deuses sentem e agem assim, porque não eu?
Aprendemos na aula de hoje alguns fatos interessantes também:
- Primeiro Ator da História do Teatro: TESPES. O mesmo, em estado embriagado, levanta-se e diz" Eu sou Dionísio".
- A palavra TRAGÉDIA, traduzida ao pé da letra significa "O canto do bode" pois TRAGOS = Bode em grego e ODE = Canto em grego. Tragoédia tornou-se Tragédia. ;)
-Segundo a mitologia grega, o vinho foi criado por BACO (ou Dionísio), que espremeu uvas dentro de um copo e bebeu o seu néctar.
- BACANTES eram as mulheres que seguiam BACO, e que faziam BACANAIS, que consistiam em embriagar-se de vinho e entrar em ÊXTASE.
Fatos interessantíssimos. A mitologia grega é cativante e impressiona o fato de tudo ter uma explicação mística. Mostra o quanto o homem grego era preocupado em entender a sí mesmo. Por mais que fantasiosas e primárias fossem as explicações mitológicas, elas moldaram a cultura ocidental. IMPRESSIONANTE!
EVOÉ
Aula 1 - 06/08/2011
Na aula de hoje basicamente discutimos a estrutura da aula. Como seria o processo de avaliação e o conteúdo do material que estudaremos.
O professor nos fez a seguinte pergunta: qual a diferença entre a missa e o teatro?
Eu pensei bastante, imaginando diversas formas de responder a pergunta aparentemente simples. Tanto o teatro, quanto a missa demonstram movimentos pré-ensaiados. No teatro isto seria parte da interpretação, e na missa, parte do ritual.
Depois de várias tentativas frustradas de definir o porque, ouvimos a simples porém intrigante resposta.
Qual a diferença entre a missa e o teatro? A presença de Deus (ou da fé)! No teatro já é sabido que não é verdade, na missa existe algo vivo no pensamento de cada um.
Já deu pra ter uma ideia na primeira aula o quanto será enriquecedor este semestre!
Evoé!
Subscribe to:
Posts (Atom)